A previsível morte de Amy Winehouse

Em 17 de abril de 2009, escrevi um post sobre Amy Winehouse (Londres, 14 de setembro de 1983 – Londres, 23 de julho de 2011). Procurei mostrar, por meio de fotos, como as drogas podem acabar com a beleza e a carreira de uma grande artista.

Naquela ocasião, deixei claro que a morte de Amy era algo previsível, dada a intensidade com que ela ingeria drogas e bebidas alcoólicas. No final daquele texto, escrevi as seguintes palavras, um tanto pessimistas, sobre o futuro da cantora inglesa: “[…] não é preciso ser um profeta para prever que o instinto destrutivo de Amy talvez acabe, de forma precoce, com uma carreira formidável que está apenas começando.”

No último sábado (23/07/2011), Amy concretizou seu previsível destino. Em sua residência, em Londres, morreu, aos 27 anos, no auge da carreira, devido a uma overdose de drogas. Não especularei, aqui, os motivos que levam uma jovem e promissora artista a destruir sua existência. Certamente, experiências negativas durante a infância, problemas familiares e até causas biológicas podem ser colocadas no caldeirão de motivos que levaram Amy ao vício letal.

Com esse trágico  fim, Amy entra para o rol de músicos influentes, cujas vidas foram ceifadas, direta ou indiretamente, devido ao uso exagerado de drogas. Ao lado dela, podemos encontrar o lendário guitarrista Jimi Hendrix, o cantor Jim Morrison e o vocalista do Nirvana Kurt Cobain. Mais do que nunca, permanecem atuais os versos de Cazuza: “meus heróis morreram de overdose/ meus inimigos estão no poder”.

5 respostas para A previsível morte de Amy Winehouse

  1. kika disse:

    Realmente é lamentável uma grande artista com indiscutível talento disperdiçar assim uma vida …dádiva e dom supremo de Deus ! …
    tem pessoas que não sabem mesmo valorizar as grandes conquistas e oportunidades … fica apenas o exemplo da excelente cantora mas por outro lado de um ser humano que não soube aproveitar a vida!

  2. Gustavo disse:

    Ela aproveitou a vida como poucos, na verdade. De que adianta viver em privação? Ela em 27 anos deixou um legado que poucas pessoas conseguiriam mesmo que vivessem 200 anos.

    E a primeira pessoa que me lembro de ter me falado sobre Amy foi tu Chico. É o cara.

  3. Cris disse:

    Discordo de você em partes ,caro amigo Gustavo … pois na minha opinião aproveitar a vida não é se suicidar paulatinamente mas que ela deixou um grande legado na música com seu talento indiscutivel …isso com certeza !

  4. Cristiana disse:

    E ainda digo mais o seu conceito de privação pra mim não condiz com a realidade de um bom proveito de vida pois acredito que selecionar ou escolher o que é melhor pra gente na vida não é se privar e sim saber viver a vida retirando o que há de melhor nela … e drogas só leva a um único caminho: a morte ! e viver é bem melhor!

  5. Cristiana disse:

    … E no caso de Amy, a questão não foi bem essa … infelizmente ela não soube encarar os problemas da vida os enfrentando de frente mas sim buscou nas drogas uma fuga da realidade e sem querer disperdiçou os frutos do seu sucesso pois tantos prêmios merecidamente ganhos e nem sequer pode desfrutar disso nem recebê-los pelo seu estado que se encontrava com saúde debilitada…tenho certeza que não só os fãs estão de luto mas é triste uma jovem bonita e talentosa morrer assim desta forma precocemente e com tantas coisas ainda por fazer !

    Mas muito louvável os pais e a familia utilizar do seu patrimônio deixado pra ajudar nas causas de pessoas que não tem recursos poderem fazer tratamentos de desintoxicação e se reabilitar a vida!…belo exemplo e iniciativa !

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